Como usar a série “3%” na Redação do ENEM


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ESCASSEZ DE RECURSOS
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A série aborda a iminente falta de recursos básicos e nutritivos para a sociedade, como água e comida. É nesse sentido que, na minha opinião, desencadeia uma série de ações na série. A ideia de uma vida melhor faz criar essa busca por uma vida melhor, que na série é representada ao alcançar o Maralto. A série 3% parece querer mostrar o que aconteceria com o mundo caso a escassez de recursos fosse real (um dia vai ser!). As brigas são constantes, os mantimentos são pauta de discussões o tempo todo e o maior medo existente é que acabe a água. Um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) mostrou que o Brasil foi da abundância a escassez entre 2009 a 2017, sendo que o maior racionamento de água diário foi feito na Região Norte.

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DESIGUALDADE SOCIAL
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A série é uma distopia, que funciona como metáfora do nosso mundo, torna-se desigualdade social aos extremos – sem a classe média e sem as camadas populares que sonham com a ascensão econômica e cultural por meio dos estudos e do trabalho. De um lado, a maioria muito pobre e, de outro, uma minoria muito rica. O mundo de 3% é dividido entre o Continente, lugar em que vive a maioria esmagadora da população, e o Maralto, vendido como uma ilha paradisíaca, almejada por todos. Mas para entrar lá é preciso passar por uma seleção chamada de “Processo” e do qual só passam 3% dos candidatos. Segundo relatório da Oxfam, o Brasil ocupa a 9º posição no Ranking Mundial da Desigualdade Social e esse tema está muito alinhado com as ideias do sociólogo Karl Marx.

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MERITOCRACIA
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Tema difícil de aparecer no ENEM, mas a cultura da meritocracia na sociedade brasileira contemporânea para ser afirmada, deve propiciar à toda sociedade as mesmas oportunidades. O Brasil, um país cheio de desigualdades sociais, está longe de oferecer as chances idênticas para todos. A meritocracia é uma relação inevitável de opressor e oprimido, onde a grande maioria sonha um dia em ser o primeiro, muitas vezes por questão de sobrevivência e a obstinação de chegar ao poder. A série 3% apresenta um cenário distópico, onde não é o fator educacional como motor de mobilidade social para conquistas e sim apenas um “Processo” onde, pelo que percebi, nada é justo e cria consequências para o nosso próximo tema: Corrupção aliado a ideologia de Maquiavel.

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CORRUPÇÃO
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O “Processo” é realizado por um homem de nome Ezequiel, que representa a figura de uma elite que busca ao máximo limitar o incurso de candidatos do “Continente”, tornando as provas realizadas bastante difíceis. Em um dos momentos da série, durante uma prova, um dos participantes
rouba outro, o sensor da prova presencia o ocorrido, mas ainda assim, aprova o ladrão. Para o “Processo” não é a ética, a honestidade e retidão que importam, mas sim a capacidade dos indivíduos de agirem de acordo com as circunstâncias, sua facilidade de praticar o ilícito de modo a fazê-lo parecer licito. A série deixa o questionamento de que em um mundo quase sempre governado pela corrupção, pode ser difícil se manter firme quando vemos o “poder” nas nossas mãos, distorcendo nossos próprios princípios.

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IDEOLOGIA DE MAQUIAVEL
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O tema corrupção, abordado no texto acima, pode ser atrelado ao Filósofo Maquiavel que apesar de não ter proferido a frase: “Os fins justificam os meios” comumente tem seu nome atrelado a frase que significa que qualquer iniciativa é válida quando o objetivo é conquistar algo importante. Na cena explicado no texto acima, justamente quando citamos a ação que o candidato fez em trapacear numa das provas do “Processo” e que une alguns eixos temáticos aqui analisados. O candidato trapaceia (corrupção), o sistema não entrega a desonestidade do candidato (poder maquiavélico) e ele recebe a aprovação (meritocracia).

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DETALHES
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Nome: 3%
Duração: 47 min
Ano: 2016
Gênero: Suspense Ideológico
Temporadas: 3
Onde assistir? Netflix

EXEMPLO DE INTRODUÇÃO

Na série brasileira “3%”, é retratado a disparidade social e econômica brasileira num futuro próximo. O seriado aborda um mundo dividido entre o Continente, onde vive a maioria esmagadora da população e o Maralto, uma ilha paradisíaca, almejada por todos. Fora da ficção, a realidade não é diferente da apresentada no seriado, já que em um estudo divulgado pela Oxfam, o Brasil ocupa a 9º do ranking mundial da desigualdade social. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, uma vez que, a utilização dos investimentos governamentais são insuficientes e a má distribuição de renda corroboram esse índice.

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