Como usar o documentário “Absorvendo o Tabu” na Redação do ENEM

Documentário disponível na Netflix com apenas 25 minutos que nos prendem de uma maneira absurda.
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O empoderamento feminino aqui começa pela própria diretora que teve a ambição de igualar o conhecimento por essas mulheres que vivem na Índia.

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EMPODERAMENTO FEMININO
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Absorvendo o Tabu é um documentário importante, mas com recorte muito específico. Ele trata de uma situação extrema, na qual algumas mulheres sequer sabem o que é um absorvente e chegam a abrir mão da escola depois de começarem a menstruar. Por isso, não podemos nos enganar: a realidade do filme, em maior ou menor grau, é universal.
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Ainda hoje no Brasil, por exemplo, vemos jovens e mulheres adultas com vergonha de levarem seus absorventes até o banheiro sem escondê-los, ou seja, a menstruação não é tabu apenas na zona rural da Índia. ▪️
Ser mulher, independente da localização geográfica e do contexto histórico-social, ainda é um constante processo de se autoafirmar e lutar contra imposições de poderes interessados em marginalizar existências femininas. Por isso, o filme apoia a organização sem fins lucrativos chamada “The Pad Project”, cujo objetivo é distribuir absorventes para jovens que vivem em áreas empobrecidas da África, Ásia e América Central, estimulando-as a continuarem na escola.
▪️ O documentário, portanto, é mais do que um registro, é um elemento de transformação social e empoderamento feminino, tendo em vista o fato de a mulher assumir uma posição de protagonismo na sua vida e na sociedade, buscando realmente o seu lugar e os seus direitos.
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Nome: Absorvendo o Tabu (Period. End Of Sentence) 
Duração: 26 min
Gênero: Documentário
Direção: Rayka Zehtabchi

EXEMPLO DE REDAÇÃO

Ao despontar como potência econômica do século XXI, o Brasil tem cada vez mais atraído os olhares do mundo, chamando a atenção da mídia , de grandes empresas e de outros países. Contudo, é outro olhar não menos importante que deveria começar a nos sensibilizar mais: o olhar marginalizado e cheio de esperança daqueles que não têm dinheiro, dos famintos e desempregados ao redor do globo. São pessoas com esse perfil que majoritariamente contribuem para o crescente volume de imigrantes no país, e o que se vê é uma ausência de políticas públicas eficientes para receber e integrar essas pessoas à sociedade.

Não parece que a solução seja simplesmente deixar que imigrantes pouco qualificados continuem entrando no país de forma irregular e esperar que eles, sozinhos, encontrem um ofício para se sustentar. O governo ainda não percebeu que a regularização desses imigrantes e a inserção dos mesmos no mercado de trabalho formal poderiam servir como oportunidades para o país arrecadar mais impostos e possíveis futuros cidadãos, ou seja , novos contribuintes para a deficitária Previdência Social . Visando aproveitar tais benefícios, o governo poderia começar a implantar, nas regiões por onde chegam os imigrantes, mais órgãos e agências que oferecessem serviços de regularização do visto e da carteira de trabalho, posto que ainda há muita deficiência de controle nesse setor.

Além disso, nos destinos finais desses imigrantes poderiam ser oferecidos cursos de português e cursos qualificantes voltados para os mesmos. Isso facilitaria muito a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho formal e poderia inclusive suprir a alta demanda por mão-de-obra em setores como o da construção civil , por exemplo. Nesse sentido, é preciso que atitudes mais energéticas sejam tomadas a fim de que o país não deixe escapar essa oportunidade: a de transformar o problema da imigração crescente em uma solução para outros.

A questão merece mais atenção do governo, portanto, pois não deve ser a toa que o Brasil , além de ser conhecido pela hospitalidade , também o é pelo modo criativo de resolver problemas. Prestemos mais atenção aos olhares que nos cercam; deles podem vir novas oportunidades.

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