Como usar o documentário “Audrie & Daisy” na Redação do ENEM

O documentário Audrie & Daisy (2016), disponível na Netflix, mostra o poder destrutivo que a violência sexual e o bullying nas redes sociais têm sobre a vida das mulheres que são suas vítimas.
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Esse documentário revela o drama de duas adolescentes, que foram estupradas por colegas de escola, depois de serem embebedadas por eles. Só esse princípio já é um excelente gatilho para abordar a questão do consentimento, não?

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EXPOSIÇÃO NAS REDES SOCIAIS
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Como no mundo real, ao invés de receber o acolhimento e a solidariedade dos estudantes e ver a punição de seus agressores, as personagens tiveram fotos e vídeos dos abusos compartilhados nas redes sociais, como se tudo fosse uma piada.
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O resultado dessa exposição foi a depressão, a vergonha e, no caso de uma delas, um final bem trágico. O documentário mostra tudo isso pela perspectiva das adolescentes, dos agressores, das famílias envolvidas e de outras garotas, que se pronunciaram publicamente sobre o tema pela primeira vez.

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ESTUPRO
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O crime acontece com Audrie e Daisy. No caso de Audrie, ela cometeu suicídio após ser abusada sexualmente por colegas da mesma faixa etária em uma festa. Já no caso de Daisy ela foi induzida a consumir uma quantidade absurda de bebida alcóolica por colegas do irmão mais velho para então ser estuprada.
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É um documentário necessário e que serve de alerta para as famílias, para que os pais estejam atentos às atitudes de suas filhas e filhos, evitando com que sofram essas formas de violência e, principalmente, ensinando e conscientizado para que os meninos não cometam crimes como os apresentados no documentário.
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O documentário pode ser utilizado de forma argumentativa na Redação, caso o tema seja similar ao citado acima. Você pode citar o caso de Audrie em tópicos como o suicídio, uma consequência do estupro e da depressão. Já no caso de Daisy, também estuprada, mas que decidiu seguir a vida, aliás, o documentário conta como ela suportar a dor e enfrentou o trauma.
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Nome: Audrie & Daisy 
Duração: 1h35 min
Gênero: Documentário
Direção: Jon Shenk, Bonni Cohen
Faixa etária: 14 anos

EXEMPLO DE INTRODUÇÃO

Devido à sua natureza social , o ser humano, durante toda a sua história , dependeu dos relacionamentos para conviver em comunidade e assim transformar o mundo. Hoje , as redes sociais na internet adquirem extrema importância , visto que são os principais meios através dos quais as pessoas se relacionam diariamente.

Além de universalizar o acesso a elas, devemos também conhecer esse novo ambiente em que agimos. As inovações tecnológicas, em sua maioria , buscam criar soluções que facilitem cada vez mais as nossas tarefas do cotidiano. Uma dessas tarefas, imposta pela sociedade , é a de mantermosnos presentes e participativos em nossos círculos de relacionamentos, principalmente no dos amigos. Tarefa árdua em meio ao agito e falta de tempo do nosso estilo de vida contemporâneo, tornou-se muito mais simples com o advento das redes sociais digitais, como o “Facebook” e “Orkut ”, por exemplo.

O sucesso dessas inovações é notado pela adesão maciça e pelo aumento considerável no número de acessos. Porém, um ponto importante a ser analisado é a questão do futuro da privacidade. O fato de acessarmos essas redes até mesmo do conforto do nosso lar, isolado contato físico do convívio social, nos faz esquecer de que a internet é um ambiente público. Nele as outras pessoas podem, e vão, julgar comportamentos, criticar idéias, acompanhar os “passos” dos outros e inclusive proporcionar constrangimentos.

A velocidade com a qual as redes virtuais foram inseridas em nossa sociedade ainda não permitiu que as pessoas assimilassem e reconhecessem os limites que separam o ambiente público do privado. Mediante esse descompasso, é importantíssimo que os governos incluam na agenda da universalização do acesso às redes, também ações educativas – palestras ou cursos – a fim de orientar os cidadãos, novos atores, sobre o que é e como funciona esse novo palco de relações. Atitudes como essa é que vão garantir, com dignidade, o acesso a esse mundo virtual de relações.

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